Ela servia café e agora fatura R$ 30 mil com agência que busca bons estágios.

Formada em Relações Internacionais e em Direito, a capixaba Poliana Ferraz, 32, viveu a frustração de frequentar inúmeros estágios nos quais não aprendia nada sobre o mercado das áreas que escolheu.

 

Em 2009, ela transformou essas más experiências em negócio e criou a Super Estágios, agência que conecta empresas a possíveis estagiários, para inseri-los no mercado de trabalho. A ideia é conseguir estágio de qualidade, relacionado à área de formação do estudante, e não para atividades sem relação com o estudo, como servir cafezinho ou tirar xerox.

 

Ferraz investiu R$ 1.500 em 2009. Hoje, ela fatura R$ 30 milhões por ano e já agenciou mais de meio milhão de estudantes para vagas de estágio. Não revela o lucro. Em 2015, transformou o negócio em franquia: são três unidades próprias (Rio de Janeiro, Brasília e Campo Grande) e quatro franquias (Vitória, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza). A meta é inaugurar mais 20 até o fim do ano.

“Nos estágios que fiz, tirava xerox, atendia telefone, fazia cafezinho e agendava reuniões. Fazia de tudo, menos atuar nas áreas que estudei. Via meus colegas de faculdade tendo a mesma dificuldade, chegando despreparados ao mercado de trabalho, e vislumbrei a oportunidade de negócio."

A dificuldade das empresas em se adaptar à nova lei do estágio, de 2008, foi mais uma motivação. A Super Estágios faz a aproximação com as universidades, cuida do processo seletivo para vagas e administra os contratos, cuidando da parte burocrática junto à instituição de ensino e avisando a empresa contratante quando o contrato do estudante está perto do fim, por exemplo.

Faz pesquisas para avaliar desenvolvimento do estagiário

Para que os agenciados não sofram o mesmo que Ferraz sofreu, a empresa realiza pesquisas periódicas com o empregador e o estagiário para acompanhar o desenvolvimento do jovem profissional, segundo a empresária.

"O estágio é o primeiro passo do sucesso profissional. Acompanhamos de perto para ajudar as empresas a se conscientizar disso", declara.

As empresas pagam uma taxa média mensal de R$ 60 por estagiário. O preço pode variar de acordo com a região e com o número de estagiários contratados. Os franqueados ficam responsáveis pela aproximação com empresas da sua região.

Confira abaixo os dados da franquia, fornecidos pela empresa:

- Investimento inicial: a partir de R$ 170 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro)

- Faturamento médio mensal: R$ 108 mil

- Lucro médio mensal: 45 mil

- Retorno do investimento: estimado em 7 meses.

Indicação de profissionais para clientes é um risco.

Para a consultora especializada em franquias Ana Vecchi, da Vecchi Ancona, o modelo de negócio é interessante e tem potencial para atrair profissionais de recursos humanos que, eventualmente, tenham ficado desempregados por causa da crise. "O franqueado deve ser alguém que tenha bons contatos e perfil comercial."

Ela diz que o negócio precisa de escala, juntando um grande volume de currículos para conseguir indicar as pessoas certas para as vagas. "Serviços que dependem da indicação de pessoas têm um risco, pois precisam considerar a índole e a ética dos indicados. Neste caso, ela também precisa ter cuidado com a cultura das empresas contratantes, para que os estagiários não sejam designados para fazer cafezinho. A proposta é bonita, mas depende do engajamento dos contratantes", declara.

Também é necessário realizar um estudo de geomarketing para definir as áreas com potencial para o negócio, que são aquelas que possuam universidades e empresas, segundo a consultora.

 

Fonte: economia.uol.com.br

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